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| Umberto Eco, O Nome da Rosa, Difel, 1983. |
Poema para Ana Às vezes eu sei que não há Deus Outras, reparo nos teus olhos, Ana. São realmente olhos? São realmente teus? São mistério de outra raça mais humana? Serão assim os mortos que aparecem E nos afagam com mãos de seda preta? Os teus olhos, Ana, são coisas que acontecem A quem esteve fechada séculos numa gaveta.Se não tivesse vindo o Príncipe estrangeiro Enchendo a nossa casa de ramos de giesta Estariam ainda dragões de nevoeiro A guardar os teus olhos perdidos(...) Natália Correia
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quinta-feira, 12 de dezembro de 2019
Tempos Sombrios XII- Umberto Eco
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domingo, 6 de maio de 2018
Tempos Sombrios II- Ray Bradbury
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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Do Silêncio IV- Virginia Woolf
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quinta-feira, 16 de junho de 2016
A Alma É Corpo De Mulher XVIII- Fátima Lopes
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quinta-feira, 17 de março de 2016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
A Alma É Corpo De Mulher IX- Maria Teresa Horta
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Poesia X- Manuel Alegre
Carta a Sophia
ou
o quinto poema do português errante
Querida Sofia: como os índios do seu poema
também eu procurei o país sem mal.
Em dez anos de exílio o imaginei
como os índios utópicos também eu queria
um outro Portugal em Portugal.
Mas quando regressei eu não o vi
como eles me perdi e nunca achei
o país sem mal.
Talvez a própria vida seja isto
passar montanha e mar sem se dar conta
de que o único sentido é procurar.
Como os índios do seu poema eu não desisto
sou um português errante a caminhar
em busca do país que não se encontra.
Manuel Alegre, Livro do Português Errante, Dom Quixote, Lisboa, 2001.
ou
o quinto poema do português errante
Querida Sofia: como os índios do seu poema
também eu procurei o país sem mal.
Em dez anos de exílio o imaginei
como os índios utópicos também eu queria
um outro Portugal em Portugal.
Mas quando regressei eu não o vi
como eles me perdi e nunca achei
o país sem mal.
Talvez a própria vida seja isto
passar montanha e mar sem se dar conta
de que o único sentido é procurar.
Como os índios do seu poema eu não desisto
sou um português errante a caminhar
em busca do país que não se encontra.
Manuel Alegre, Livro do Português Errante, Dom Quixote, Lisboa, 2001.
Edward Matthew Hale, The Mermaid's Rock, 1894
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segunda-feira, 28 de outubro de 2013
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