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| Natália Correia, Poesia Completa, Dom Quixote, 2007. |
Poema para Ana Às vezes eu sei que não há Deus Outras, reparo nos teus olhos, Ana. São realmente olhos? São realmente teus? São mistério de outra raça mais humana? Serão assim os mortos que aparecem E nos afagam com mãos de seda preta? Os teus olhos, Ana, são coisas que acontecem A quem esteve fechada séculos numa gaveta.Se não tivesse vindo o Príncipe estrangeiro Enchendo a nossa casa de ramos de giesta Estariam ainda dragões de nevoeiro A guardar os teus olhos perdidos(...) Natália Correia
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sábado, 27 de agosto de 2022
Poesia LXII- Natália Correia
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sexta-feira, 30 de novembro de 2018
terça-feira, 27 de novembro de 2018
A Luz e as Sombras XVI- Wilhelm Reich
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quinta-feira, 22 de novembro de 2018
A Luz e as Sombras XV- Milan Kundera
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domingo, 28 de outubro de 2018
quarta-feira, 3 de outubro de 2018
quarta-feira, 19 de setembro de 2018
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
A Alma É Corpo De Mulher XX- Natália Correia
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
terça-feira, 1 de setembro de 2015
A Alma É Corpo De Mulher VIII- Chitra Banerjee Divakaruni
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
A Alma É Corpo de Mulher VI- Natália Correia
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Poesia XVII- Manuel Alegre
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
A Alma É Corpo de Mulher V- Maria Teresa Horta
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segunda-feira, 9 de março de 2015
Mulher- Natália Correia
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domingo, 31 de agosto de 2014
Poesia XVI - Natália Correia
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quinta-feira, 17 de abril de 2014
A Alma É Corpo De Mulher II- Maria Teresa Horta
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domingo, 13 de abril de 2014
Amor e Morte- Três Marias
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domingo, 16 de março de 2014
Poesia XIII - Natália Correia
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As Mulheres no Século XXI- Inês Pedrosa
"Aliás, é curioso observar como muitas das mulheres que, por tristes razões de conveniência social, preferem não se declarar feministas, comungam com as feministas radicais de uma mística do feminino, que arreda os homens de tudo quanto é simpático nos sentimentos e actos, definindo de forma estanque uma série de "valores" femininos: afecto, lealdade, transparência, generosidade, intuição, pragmatismo, sentido de humor, desembaraço. Pretender definir um dos sexos através desta curta súmula de maravilhas é, parece-me a mim sexismo. Como afirma Ana Vicente (em Os Poderes das Mulheres, Os Poderes dos Homens, Circulo de Leitores, 1998): "Tal como o racismo, o sexismo foi e é um tremendo erro, pois torna a procura da felicidade muito mais nebulosa e tacteante". Por isso, a páginas tantas, quando Orlando passa do sexo masculino ao feminino, Virginia Woolf escreve: "A mudança de sexo, muito embora alterando-lhe o futuro, não lhe alterava a identidade". por isso também o assunto da "escrita feminina" me cheira ao esturro da discriminação: a única distinção que faz sentido é a que engloba as/os escritoras/es capazes de escavar o fundo secreto dos tempos e das almas.
Entretanto, verificam-se ainda múltiplas e persistentes formas de discriminação das mulheres, em Portugal e no mundo. Mais de um milhão de meninas morrem todos os anos apenas por terem nascido mulheres. Milhares de outras ficam para sempre amputadas pela mutilação genital - prática tenebrosa e muito mais expandida do que se possa pensar, frequentemente desculpabilizada pelo relativismo cultural politicamente correcto. A percentagem mundial de mulheres nos lugares de decisão politica é de cerca de dez por cento. E só três por cento das empresas ocidentais (porque das outras nem vale a pena falar) são dirigidas por mulheres. Que em geral ganham muito menos, em iguais funções, do que os seus congéneres masculinos. Ora a menorização das mulheres menoriza também os homens, empobrecendo não só as relações entre os sexos mas também o desenvolvimento do mundo humano".
Inês Pedrosa, 20 Mulheres para o Século XX, Dom Quixote, Lisboa, 2000.
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