Evelyn Pickering de Morgan, Helen of Troy, 1898.
Poema para Ana Às vezes eu sei que não há Deus Outras, reparo nos teus olhos, Ana. São realmente olhos? São realmente teus? São mistério de outra raça mais humana? Serão assim os mortos que aparecem E nos afagam com mãos de seda preta? Os teus olhos, Ana, são coisas que acontecem A quem esteve fechada séculos numa gaveta.Se não tivesse vindo o Príncipe estrangeiro Enchendo a nossa casa de ramos de giesta Estariam ainda dragões de nevoeiro A guardar os teus olhos perdidos(...) Natália Correia
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
A Alma É Corpo De Mulher IX- Maria Teresa Horta
terça-feira, 1 de setembro de 2015
A Alma É Corpo De Mulher VIII- Chitra Banerjee Divakaruni
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sexta-feira, 28 de agosto de 2015
A Alma É Corpo De Mulher VII- Clarice Lispector
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segunda-feira, 4 de maio de 2015
A Alma É Corpo de Mulher VI- Natália Correia
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segunda-feira, 27 de abril de 2015
Poesia XVII- Manuel Alegre
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
A Alma É Corpo de Mulher V- Maria Teresa Horta
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segunda-feira, 9 de março de 2015
Mulher- Natália Correia
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quarta-feira, 1 de outubro de 2014
Pura Poesia X No Teu Poema- Mafalda Arnauth
No Teu Poema
José Luís Tinoco
No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida
No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo.
Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da Senhora da Agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria.
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonos inquietos de quem falha.
No teu poema
Existe um canto, chão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano
Existe um rio
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra
E um só destino a embarcar
No cais da nova nau das descobertas
Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte.
No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro.
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